O que pensam os consumidores sobre o futuro do retalho?

As novas tecnologias prometem trazer novas experiências ao mundo dos supermercados – incluindo a mídia de retalho. Mas quais dessas aplicações potenciais os consumidores consideram mais empolgantes?

Desde as compras proativas até à realidade aumentada, o setor do retalho está repleto de novas ideias. Para os consumidores, porém, o foco parece estar claramente na inovação pragmática – pelo menos por enquanto.

Quando confrontados com uma lista de potenciais aplicações na loja e online, os inquiridos mostram-se claramente inclinados para ideias que teriam um impacto prático na sua experiência de compra pessoal, tais como preços personalizados (64%), sugestões preditivas (52%) e notificações móveis com ofertas relevantes em tempo real (55%).

No entanto, o entusiasmo não se limita apenas aos preços e às previsões. Mais de metade dos consumidores afirma que ficaria entusiasmada com ecrãs nas lojas a mostrar sugestões de produtos relevantes (56%) ou com aplicações «scan-and-go» que sugerem artigos enquanto fazem compras (53%).

O interesse estende-se também a conceitos exploratórios. Pacotes de produtos personalizados (51%), sugestões de saúde personalizadas (54%), frigoríficos inteligentes que sugerem produtos (45%) e lojas de realidade virtual (41%) contam todos com apoio.


No entanto, o entusiasmo parece diminuir quando as pessoas sentem que a tecnologia está a assumir demasiado controlo sobre o seu cesto de compras. As compras autônomas, por exemplo, entusiasmam 29% das pessoas – mas quase metade descreve-as como intrusivas ou desnecessárias (49%). Isto pode dever-se a uma falta de compreensão e de uso regular, e sugere que é necessário educar os consumidores sobre os benefícios para eles, para permitir que a confiança cresça.


O que mostram os gráficos?

Como mostram os gráficos acima, as tecnologias de retail media que obtiveram melhor classificação junto dos consumidores apresentaram uma maior diferença entre o sentimento positivo e negativo, o que demonstra que se sentem bastante à vontade com estas opções.

Por outro lado, as tecnologias de retail media que obtiveram a classificação mais baixa junto dos consumidores apresentaram uma margem de opinião muito menor, o que demonstra que existe uma oportunidade de transformar essa opinião de negativa para positiva com muito mais facilidade. Mais uma vez, essa hesitação tem mais a ver com a falta de conhecimento, compreensão ou prática com a tecnologia; por isso, talvez haja uma oportunidade para os retalhistas e as marcas informarem os consumidores sobre estas tecnologias emergentes.

Conclusão principal:

Existe uma ligação tangível entre inovação e insight. As ideias que mais entusiasmam os consumidores – preços personalizados, sugestões preditivas e listas personalizadas – têm todas a sua base nos dados. Isso estende-se também a conceitos mais exploratórios, como pacotes personalizados e sugestões de saúde à medida. O nosso estudo mostra que existe uma distinção clara entre o uso aceite e compreendido da tecnologia e as tecnologias emergentes, em que os benefícios precisam de ser mais claros antes de os consumidores «aderirem».

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